O caminho transgênero (06) – Planejando as ‘saídas do armário’

Quando você estiver prontx para contar sobre sua identidade de gênero para a primeira pessoa – ou para as primeiras pessoas –, tome tempo para se preparar. Pense nas opções disponíveis e estabeleça um plano que defina com quem compartilhar essa parte de sua vida, e o tempo e maneira mais adequados para fazê-lo [1]. Considere as seguintes questões:

01. Eu sei o que quero contar?

Especialmente no começo do processo de ‘saída do armário’, muitas pessoas ainda estão trabalhando questões internas muito complexas e não se sentem prontas para se identificar como transgêneras. Ou se percebem como transgêneras sem saber exatamente o que isso signifique para si ou outras pessoas [2].

Tudo bem, não há problemas. Talvez você somente queira contar a alguém que você está começando a se colocar estas questões. Mesmo que não disponha de todas as respostas, seus sentimentos e sua segurança são o mais importante [- e essa ‘perda de peso’ faz um bem danado]. Para explorar aquilo que você deseja comunicar a outras pessoas, pode ser interessante escrever no papel para organizar os pensamentos. [3]

02. A quem eu devo contar primeiro?

Essa pode ser uma decisão bastante crítica. Você pode tentar selecionar pessoas que acredite que serão mais compreensivas e aliadas, para que estas lhe tragam mais força para compartilhar com outras. Caso seja uma ‘saída’ no trabalho, quem pode ser um ‘porto seguro’, uma pessoa de confiança? Alguém de Recursos Humanos? Umx supervisorx ou colega? Alguém em outra organização LGBT, trans, ou de outro movimento social?

Desenhe uma estratégia antes de decidir. Ademais, tenha em mente que este tipo de ‘notícia’ pode correr rápido. Caso prefira que as pessoas com quem você compartilhe sua identidade de gênero mantenham esta informação confidencial, assegure-se de solicitar isso a elas, e esteja preparadx para a eventualidade de ter esta solicitação desrespeitada. Não se surpreenda se alguém, de maneira intencional ou não, compartilhe algo sobre você antes de que você tenha a oportunidade de fazê-lo pessoalmente.

03. Que tipo de sinais posso obter?

Algumas vezes é possível ter uma ideia da aceitação potencial de outras pessoas a partir do que elas dizem. Um filme de temática trans ou programas de tv que tenham umx personagem transgênerx, por exemplo, podem iniciar discussões e comentários que lhe permitam fazer essa análise [4]. Ou é possível que alguma pessoa próxima a você tenha se associado a uma organização de defesa dos direitos LGBTIAQ-queer [5]. No entanto, tenha sempre cuidado ao tirar conclusões a partir destes sinais: é possível que a pessoa aparentemente mais receptiva a questões LGBTIAQ-queer reaja negativamente ao saber de sua individualidade, e que a pessoa que em dado momento fez comentários ofensivos sobre pessoas transgêneras se torne seua mais forte aliadx.

04. Estou bem informadx e abertx para responder perguntas?

As reações das pessoas à ‘novidade’ de que você é transgênerx dependem bastante de quanto e como elas estão informadas sobre transgeneridades [e suas lutas políticas] e também do nível de conforto delas para fazer perguntas a respeito do tema. Ainda que a familiaridade com aspectos relacionados a sexualidades não-dominantes (lésbicas, gays e bissexuais) seja crescente, questões relativas às identidades e expressões de gênero ainda não têm a mesma visibilidade [6]. Se você estiver bem informadx e se sentir confortável em responder perguntas, pode ser de grande ajuda na disseminação de informações sobre realidades de gênero mais amplas que as cisgêneras e binárias. Adiante nesta série, alguns fatos e questões frequentes serão apresentadas. O site www.hrc.org e outras referências podem lhe servir de apoio também.

05. É o momento certo?

Esta é uma questão fundamental, e somente você pode ser capaz de tomar a melhor decisão quanto a isso. E, como em toda decisão, obter e analisar mais e melhores informações permite melhores análises e, potencialmente, resultados mais positivos (ou menos negativos). Esteja alerta para perceber humores, prioridades, problemas, limitações e vulnerabilidades daquelas pessoas para quem você pensa em contar sobre sua identidade de gênero. Caso alguém esteja lidando com acontecimentos importantes na vida, pode ter problemas em reagir a uma conversa aberta sobre sua identidade de gênero de maneira construtiva [7].

06. Posso ser paciente?

Da mesma forma que você levou um certo tempo para compreender sua transgeneridade, algumas pessoas precisarão de tempo para absorver as informações sobre sua individualidade de gênero depois que você converse com elxs sobre isso. A razão pela qual você decidiu se abrir com essas pessoas provavelmente passa pela sua consideração afetiva por elas, ou pela necessidade de ser abertx com elas. Caso elas reajam de maneira enérgica, provavelmente é porque elas se importam com você também. Esteja preparadx para dar-lhes tempo e espaço para ajustar-se, e ao invés de esperar compreensão imediata, faça um esforço para estabelecer um diálogo constante e respeitoso [8].

07. É seguro sair do armário?

Caso você tenha qualquer dúvida sobre sua segurança, tenha cuidado ao analisar seus riscos e opções. Pessoas transgêneras enfrentam a ameaça real de abusos e violência, e algumas delas decidem contar sobre sua identidade de gênero em um espaço seguro, com amigxs ao redor, para evitar problemas.

Além disso, ainda que mais e mais localidades estejam aprovando e implementando leis que condenam a discriminação contra pessoas transgêneras [9], grande parte das pessoas transgêneras nos Estados Unidos não estão legalmente protegidas de discriminação no ambiente de trabalho [10]. Como consequência, falar sobre sua identidade de gênero com alguém no trabalho pode lhe custar o emprego e, potencialmente, a estabilidade financeira. Visite o site www.hrc.org/workplace/transgender para informações sobre como lutar pela sua identidade transgênera no ambiente profissional.

Notas:

[1]- embora o estabelecimento de um plano para ‘sair do armário’ possa aumentar a probabilidade de uma ‘saída’ mais segura e confortável, não há por que se sentir culpadx por uma saída impensada ou por ter sido descobertx. Lembre-se de que a razão do ‘segredo’ está nas normas cisgêneras que regem grande parte das sociedades contemporâneas, e nas pessoas que perpetuam as opressões que violentam existências de gênero inconformes, de maneira mais ou menos consciente. E isso pode incluir pessoas muito próximas a nós, como pais, parentes e amigxs.

Sendo assim, não há culpa numa saída impensada do armário, mas é preciso ter cuidados e estratégias para evitar repercussões negativas e-ou violentas contra nós.

[2]- ou qualquer outra identidade igualmente válida, como queergênerx, travesti, transexual, etc. O guia trabalha principalmente com a identidade transgênera, porém não acredito que seja no sentido de torná-la uma identidade ideal, ou aquela que todas pessoas gênero-inconformes têm para si. Faço esta nota para enfatizar este meu entendimento.

[3]- meu caso pessoal talvez sirva para ilustrar um pouco. Embora tenha usado o telefone para contar à primeira pessoa, usualmente preferi escrever para falar de minha identidade de gênero. E, ainda que considere a escrita minha melhor forma de expressão, é preciso ter cautela com a aparente facilidade que e-mails e mensagens trazem: pode-se rapidamente enviar algo a pessoas que não serão aliadas, ou a pessoas que não estejam tão próximas de você, e tampouco é possível receber uma resposta instantânea, como numa situação ‘ao vivo’.

[4]- é preciso ter em mente que as representações feitas na mídia sobre gêneros e sexualidades inconformes (como a transgeneridade e a bissexualidade) é, no geral, problemática em diferentes graus, especialmente em veículos mais comerciais e dominantes, como grandes emissoras de tv e filmes comerciais. Nesse sentido, as discussões inspiradas por estas representações de mídia podem partir de um ponto que sequer permita uma conversa construtiva, potencialmente desgastando-x. Minha sugestão pessoal é de utilizar estas oportunidades com cautela e de maneira estratégica, evitando conflitos infrutíferos.

[5]- procuro utilizar a sigla LGBTIAQ-queer ao invés da sigla LGBT no original para evidenciar pessoas intersexo, assexuais e em questionamento sobre seu gênero e-ou sexualidade (I, A e Q, respectivamente, este do inglês questioning), bem como individualidades que não se identificam com nenhum dos termos LGBTIAQ, porém estão expostas a discriminações de gênero e sexualidade devido a suas preferências pessoais. Para estas individualidades, utilizo a nomenclatura queer, em uma referência à Teoria Queer, que tem como um de seus focos a análise crítica de normatividades de gênero e sexualidade que restringem e monitoram todas as pessoas, punindo em diversos graus desvios delas, independentemente de suas identidades e preferências pessoais.

[6]- é inegável que a visibilidade de identidades de gênero não-dominantes (transgeneridades, pessoas intersexo, ou outras inconformidades de gênero) tem aumentado, em especial ligadas à ascensão de pessoas públicas como Laerte, Claudia Wonder, João Nery, Lea T, entre tantxs outrxs. Entretanto, a dimensão política específica das identidades de gênero marginalizadas ainda é pouco destacada na sociedade dominante em comparação às demandas políticas de, por exemplo, gays e lésbicas: ainda que haja claros benefícios diretos e indiretos advindos destas lutas e conquistas ligadas às sexualidades, há uma dificuldade em se conseguir uma visibilidade semelhante às demandas específicas de pessoas cujos gêneros resistam a conceitos de gênero binários e cisgênero-dominantes (como, por exemplo, em relação ao acesso a tratamentos de ‘transição’).

[7]- entretanto, problemas pessoais ou outras dificuldades não seriam justificativas suficientes, em minha opinião, para uma reação negativa ou mesmo violenta à sua iniciativa de lhes contar sobre sua individualidade de gênero. Creio que estes fatores podem explicar certas reações, e me parece importante compreendê-los para elaborar estratégias pessoais, mas não para perdoar ou minimizar desrespeitos. Devemos sempre ter em mente que nossa identidade de gênero é algo indissociável de nossos direitos humanos, e daí a certeza de que não estamos cometendo nenhum erro ao compartilhar estas identidades com outras pessoas; as angústias, aflições, decepções, raivas ou outros sentimentos possíveis em decorrência de havermos contado sobre nós devem ser associadas aos conceitos limitados de gênero que dominam a maioria de nossas sociedades humanas contemporâneas.

[8]- em minha opinião, ainda que possa ser necessária bastante compreensão ao lidar com as reações das pessoas, também é fundamental colocar limites a partir dos quais não se possa aceitar desrespeitos e violências. O fato de que as pessoas não entendam as realidades de gênero de pessoas transgêneras é fruto de uma sociedade que traz conceitos restritos sobre o assunto; sendo assim, aceitemos certas ignorâncias com compaixão, mas sem perder a dignidade.

[9]- no contexto brasileiro, a PEC 122 ainda está para ser aprovada, e esta inclui discriminações relacionadas às identidades de gênero. Por outro lado, há ocorrências de acesso a leis gênero-específicas (como a Lei Maria da Penha) por parte de pessoas transgêneras em seus gêneros verdadeiros.

[10]- não tenho informações específicas ao Brasil, mas até onde sei as proteções legais a pessoas trans não são presentes de maneira explícita (i.e., estariam atreladas a prerrogativas universalizantes, ‘toda pessoa tem o direito de ir e vir’, etc). O que apresenta uma inequidade grave, tomando-se em conta as tantas violências, muitas fatais, sofridas por pessoas trans, especialmente as que sejam marginalizadas noutros aspectos também (penso em classe social, raça, educação, etc).

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12 comentários em “O caminho transgênero (06) – Planejando as ‘saídas do armário’

  1. querida Vivi! já sou seu fã!

    além de você escrever divinamente, ajudar no processo de conscientização para muita gente – independente da sexualidade dessas pessoas, afinal assumir-se é sempre importante, seja em qualquer campo de nossas vidas, inclusive na vida profissional -, ainda é muito parecida com a minha grande amiga e também sobrinha (namorada/esposa) do meu sobrinho/filho.

    não para por ai, o apelido dela também é Vivi. rs… como ela é filha de uma japonesa com um austríaco, é uma mestiça linda de olhinhos puxados, como os seus.

    estou encantado por tê-la encontrado, seu blog é maravilhoso! li pouco, mas vou voltar quantas vezes for necessário, fiquei interessadíssimo!

    gostaria que você também conhecesse o meu (brgay.blospot.com), é um blog sobre cultura lgbt (vi que você prefere acrescentar “iaq”, vou refletir sobre isso).

    vamos trocar links?! tenho certeza que boa parte dos leitores do brgay vai adorar conhecer o seu blog, e espero que vice-versa.

    beijos,

    Tatá

    1. Oi Tatá!
      Obrigada pelo comentário, adorei! Tenho tido uns dias difíceis, viu… 🙂

      Ai, fiquei curiosa pra conhecer essa sua amiga! Quem sabe não somos parentes, até, não é?

      Estou lendo seu blog também, adorei um vídeo lá, ‘Androgyny’! Sobre lgbtiaq ou lgbt, não vejo grandes problemas em utilizar uma ou outra sigla; o importante é não desconsiderar as outras letras omitidas na prática política. Além de perceber que as opressões vão bem além das pessoas que se ‘aceitem encaixar’ em qualquer delas.

      Já coloquei seu link no blog (nem tem tantos acessos assim, mas…rs)!

      Beijão!
      vivi

      1. quem sabe teremos a oportunidade de encontrarmo-nos pessoalmente e você a chance de conhecer a minha Vivi!?!

        que legal que curtiu o “Androgyny”, vou ficar orgulhoso em receber um comentário seu lá no “brgay”!

        você é mesmo uma fofa! obrigado pelo backlink, relaxa quanto aos acessos; o importante é que as pessoas interessadas possam conhecer nossas ideias. o seu blog já está na minha lista também.

        você tem um perfil no facebook? o meu é https://www.facebook.com/ataulfo.santana

        beijos

  2. Olá Vivi. Sendo uma pessoa transgênera e bissexual (mas adoro mesmo mulheres) tb espero ver o plc 122 aprovado o mais rápido possível. Eu sou do Rio, e pelo que li, o estado de São Paulo tem uma lei antidiscriminação que protege orientação sexual e tb identidade de gênero e cobre mercado de trabalho, foi assinada pelo governador Geraldo Alkimin. Muito bom seu artigo, tudo de ótimo pra vc.

    1. Oi Isa!
      Obrigada pelo comentário… infelizmente, estas decisões políticas de respeito e proteção às diversidades são bem lentas. Vejo isso como consequência da ausência praticamente total de pessoas abertamente lgbts nestes espaços — o que é particularmente preocupante pra nós pessoas trans.

      Se quiser, conversemos mais… é sempre bom compartilhar histórias.

  3. Obrigada Vivi por responder. Sabe no início eu ficava confusa porque ao mesmo tempo que me identificava em ser feminina, eu sempre me atraí por mulheres (tb trans) e apesar de me considerar bissexual, nunca foi meu desejo ficar com um homem, só mulher. Só depois eu descobri pela net que orientação sexual e identidade de gênero são características bem distintas e separadas. Mas as pessoas confundem muito e já me perguntaram algumas vezes, “e você, tem namoradO?” a outra: “e não é só um não né?” E eu fico sem graça, sinto como se eu, sendo trans, vá chocar as pessoas se disser que gosto de mulher, embora já tenha dito à algumas pessoas como sou. Devo sempre desmistificar isto nessas situações? Você é ginefílica tb né Vivi e você já passou por isso de acharem que você tem ou quer ter um namorado? Não que eu ache nada demais mas isso mostra que muitas pessoas ainda confundem identidade de gênero e orientação sexual. Sabe, que bom que vc me convidou para conversar. Um beijo pra você.

    1. Oi Isa!
      Desculpa a demora em te responder…

      Que ótimo poder ter essa conversa contigo… (me escreva um e-mail tb, o meu é msvivianev@gmail.com). E obrigada por compartilhar um pouco da sua história!

      Realmente, eu também ficava bem confusa com isso… quando comecei a me montar, imaginava que eu ‘só devia ser gay’, mas nunca me pareceu ‘exato’ isso. Só quando fui separando as coisas — id de gênero e sexualidade — é que fui ficando mais confortável.

      É uma pena, no entanto, que as pessoas suponham tanto a heterossexualidade das pessoas trans — como você bem exemplificou no ‘você tem namoradO?’ Sabe, eu acho que tem contextos e contextos, mas no geral eu curto, particularmente, desmistificar isso — até mesmo porque poderia me aproximar de alguma menina interessante, rs. Mas às vezes pode não ser tão conveniente — como diante de médicxs, por ex., que podem complicar um eventual laudo e atrasar sua vida.

      Espero que mantenhamos essa conversa sim… não sei se é assim com você, mas a vida como trans* tem me parecido bem solitária, no geral.

      Beijos…!

  4. Oi, Vivi, linda, obrigada por sua resposta. Eu tenho acessado seu blog, muito bom por sinal, pela net do meu celular pois estou sem pc. Mas tenho seu email para quando eu for na lan. Sabe também tem sido solitário para mim porque sou bastante tímida, mas em salas de bate papo da net, quando eu acessava pelo computador, sempre tinha moças que afirmavam que namorariam, sim, uma trans se gostassem dela. Pena que a grande maioria morava longe para um encontro mas isso me encheu de esperanças de poder ser amada por uma mulher sendo eu trans. Com essas respostas fiquei feliz que em grande parte foi eliminado meu temor que mulheres cis em geral não se interessariam por trans. Esse era um temor que eu tinha mas foi diminuído. Eu tive uma namoradinha mas por outros motivos não foi adiante. De fato nunca me senti namorando uma menina fazendo eu o papel de “homem”(ojeriza disso!), nunca me identifiquei assim, sempre me senti como a outra garota da relação, embora eu não deseje CRS. Vivi, seus artigos são muito bem elaborados,adorei seu blog. Que toda solidão que você sinta (eu também) termine e que se o que você se referiu é relacionamento amoroso, que uma menina linda (você tb é linda) te dê todo amor e carinho que você merece. Obrigada pela conversa. Beijos querida e até mais.

  5. Oi, Vivi, completando meu comentário anterior, sei que por sermos trans nosso leque de oportunidades de termos uma namorada diminui (não sei em quanto, mas não tão avassaladoramente como algumas de nós podem temer), mas o importante é sermos nós mesmas, ter orgulho de quem somos e se / quando alguém fica conosco e nos ama como somos, é uma felicidade muito maior que se fossemos cis. Beijos, até.

    1. Isa…!
      Você disse muita coisa importante nesses comentários… obrigada! É bem verdade, não é o fim do mundo ser uma mulher trans e lésbica — ou bi. Acredito que, felizmente, as percepções sociais sobre ‘nós’ trans têm se alterado, se tornado mais plurais, para além de estereótipos simplistas. Devido, evidentemente, a muita luta de muitas pessoas trans pelo mundo.

      Sua conclusão é fundamental: mesmo que fosse para sermos sozinhas, creio que o caminho sincero conosco mesmas é o melhor deles.

      Espero seu e-mail! 😛

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