Sobre ‘fazer a linha’

Outra nota cortada de um artigo que ando escrevendo:

“Compreendo a expressão ‘fazer a linha’, bastante frequente entre pessoas trans* (e não somente entre elas), como uma interessante leitura social do caráter performativo de nossas ações, ainda que não raro ela seja utilizada para designar uma tentativa de ‘falseamento’ de algo real, como se este ‘real’ efetivamente existisse ontologicamente. Acredito, entretanto, que o uso da expressão permite percepções de agenciamento (a linha é feita, afinal) e de desconstrução do real (em realidade, não haveria o real para além de ‘fazeres de linha’ mais ou menos legitimados), potências políticas interessantes.”

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