Xadrez, Go, lutas trans*, autoetnografia

“O Xadrez é efetivamente uma guerra, porém uma guerra institucionalizada, regrada, codificada, com um fronte, uma retaguarda, batalhas. O próprio do Go, ao contrário, é uma guerra sem linha de combate, sem afrontamento e retaguarda, no limite sem batalha”. (Gilles Deleuze, Mil Platôs, vol V, p. 9)

A um mundo eurocêntrico que celebra a reprodução das peças que serão (serão?) reis e desdenha das peças que ele próprio tenta estabilizar como marginais e problemáticas – através de diferentes estratégias institucionais e sociais, como o diagnóstico de ‘transexualismo’ –, podemos responder através de uma guerra de alianças entre transgeneridades múltiplas que configurem uma resistência que não se apoie em “propriedades intrínsecas”, mas sim naquelas que se forjam “nas situações” de marginalização das identidades e identificações trans*. A um mundo acadêmico de exotificações teorizadas, autoetnografias trans* que subvertam, questionem e derrubem torres de marfim.

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