Da práxis do barraco e/ou certas ladainhas transdiscursivas

Gênero à Deriva

Meio às disputas políticas nas quais pessoas trans* inserem-se – diga-se de passagem, deficientemente, desproporcionalmente, desempoderadamente – parece-me que o campo acadêmico tem uma potência especial para que nossas ladainhas, a saber, como colocam nossas vozes, sejam silenciadas perante a força dxs normais® que, inclusive, colonizam a recém-nem-tão-recém “estabelecida” corrente transfeminista no Brasil.

Xs Normais®, invertem nossas ladainhas, atribuem teorizações fantasmas sobre conceitos os quais se busca legitimação da transtoken acadêmica que, salvadora das essências etimológicas e pragmáticas, torna-se a única senão a desejada referência para críticas que sabe-se lá para onde estão voltadas.

Segue que nossas opiniões, teorizações, argumentos e quetais – em suma, nossas ladainhas – não passam de meros barracos, com objetivos nefastos de acesso+usurpação de espaços acadêmicos que hegemonicamente pertenceram às pessoas pesquisadoras cisgêneras que sentaram (e sentam) confortáveis em suas posições enunciativas no topo da CisTorre de Marfim®.

A quem cabe pesquisar identidades…

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