Lembrança

Lembro-me como se fosse hoje, a pessoa-médica-com-um-puta-poder-de-decisão-sobre-vidas-trans Saadeh, que num simpósio sobre transexualidade (ele fez questão de usar transexualismo todo o tempo) fez piada com uma mulher trans*, definindo-a como ‘transexual masculino’ e se arvorando no lixo dos compêndios médicos para exercer esta violência.

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6 comentários em “Lembrança

  1. Tbm lembro sempre da pessoa Drª em antropologia, dignissima feminista do contexto local que habito, quando na condição de avaliadora na banca de dissertação de uma amiga minha, fazia questão de demarcar “Os Travestis”, “Eles”, “Esses Sujeitos”… e enchia aboca de um jeito que ficava muito claro que ela extraia algum prazer disso… talvez salvar a condiçao “feminina” e “feminista” dela dependesse de deslegitimar as pessoas trans… ¬¬
    Aiai, é tudo muito louco viu?

    1. Hmm, isso me parece uma pessoa que participou da minha mesa no Desfazendo Gênero… falava de alguém que, pela sua própria descrição, parecia ser um homem trans*, e frisava constantemente os ‘ela’…

      Colonização é foda, é processo violento.

  2. acredito piamente no que vc diz e foi realmente lamentavel a atitude dele, pelo que vc descreve. mas nao acho que devamos pinta-lo como vilao. ele nao é. ele tambem esta em processo de aprendizagem. o doutorado nao acaba na tese. é pra vida toda. ele tem um lado bom, como todo ser humano. palavra de quem o conheceu e ja teve varios embates com ele.

    ah, e o poder de decisao que ele tem sobre as vivencias trans, bom, ele faz parte de um sistema poderoso no hc, existem pessoas acima dele, ele tambem é um subordinado. nao é justo jogar tudo sobre as costas dele. vc conheceu apenas uma pequena parte dele e esta tomando-a pelo todo. é preciso nuançar.

    1. Não estou pintando vilões aqui. Não é este meu interesse. Eu estou me preocupando muito com as pessoas trans* que caem nas mãos de uma pessoa que exerce estas violências em um simpósio público.

      Imagine o que uma pessoa dessa não fará no ambiente do consultório, nas reuniões de decisão sobre as vidas de pessoas trans*. Realmente, é lastimável que o cistema tenha gente assim supostamente trabalhando por nossa autodeterminação de gênero — o que é colocado pela instituição médica como um ‘tratamento de disforia de gênero’.

      Respeito seus posicionamentos, mas vejo que temos diferentes preocupações em mente: penso nas pessoas trans*, você pensa em justificar as limitações desta pessoa com ideias como ‘processo de aprendizagem’ e ‘ele tb é subordinado’.

      Seguirei me preocupando com o tratamento dispensado pelo cistema a pessoas trans*, posicionando profissionais com posturas problemáticas como as da pessoa referida no post em locais de decisão sobre nossas vidas.

      Obrigada pela informação de que ele também ‘tem um lado bom’. Derramei uma lagriminha aqui.

      1. vc esta focando no inimigo errado.

        e uma pena que vc tenha apelado pra ironia no final da sua resposta.

        boa sorte

      2. Não há inimigos errados. O poder e opressões estão em todas partes.

        É uma pena que você tenha compreendido minha ironia como apelação, e não como um convite a um pensamento mais crítico.

        Boa sorte! ❤

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