da supremacia cis entre feministas

Próteses do vento

Fazem já alguns anos em que venho buscando dinamitar a posição de “homem”, à qual meu corpo foi politicamente assignado. Também já há alguns anos que experimento “disforias” corporais – na qual sinto meu corpo, suas partes, como algo distinto do que aparece a  outras pessoas como um ‘organismo masculino’. Faz pouco mais de dois anos que venho buscando dar expressão visual a essa vivência. Essa expressão deu visibilidade a uma série de conflitos e exercícios de violência – vindo de pessoas na rua, da universidade onde estudo, da minha família – às vezes mais explícitos, às vezes mais velados. Ciente que todas essas violências foram suavizadas por minha condição de passabilidade cis (que, no caso da minha assignação de gênero, implica em certos privilégios masculinos).

Faz pouco mais de uma semana, no entanto, que comecei a me afirmar explicitamente enquanto uma pessoa trans* não binária – em vista que…

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