Mientras exista un solo nino hambriento en ese mundo lleno de bonanzas, no llegara el fin de la historia, y es mejor que no llegue, hasta eliminarmos de manera irreversible este absurdo del egoismo humano.
El fin de la historia
Uma canção para pensar
Yes, there are two paths you can go by
But in the long run
Theres still time to change the road youre on.
And it makes me wonder.
Led Zeppelin – Stairway to Heaven
Publicado em Crossdressing, Música
Brazilian waxing
Acabei caindo sem querer no artigo da Wikipedia sobre Brazilian waxing (procure por Brazilian no Google e ele vem antes de Brazil!), e encontrei uma baita definição para o cavado – o Brazilian waxing das nossas meninas: “to miss peripheral material”. Pois é, tucanaram a perereca pelada!
Muito bom este vídeo, a respeito do assunto. Espero que não tenham filmado a minha, que fiz no sábado. Sim, dói pra c******.
Publicado em Crossdressing, Mulher sofre!, O feminino
Voz
Sempre me impressiono quando vejo o que essa menina conseguiu: transitar entre uma voz bastante grave e uma voz muito fiel à feminina. Veja o primeiro vídeo dela a respeito do tema.
Publicado em Crossdressing
O dinheiro e as mulheres
Quis escrever rapidamente sobre algo que me intrigou em várias ocasiões: a suposta “atração” das mulheres pelo dinheiro — ou pelo que ele é capaz de obter, mas deixemos assim, simplificado. Como geralmente estou vendo as coisas pelo lado masculino, não é raro escutar coisas do tipo “mulher só pensa em dinheiro”, ”só tá com esse panaca pela conta do banco”, “pistoleira” (rs), etc, ou coisas similares em formas mais sutis. De minha parte, considero essa uma visão incorreta, de que discordo em dois aspectos centrais, a seguir:
01. O tom de reprovação embutido no suposto interesse imoral da mulher;
02. A crença de que a atração feminina se funda isso, em maior ou menor grau.
A análise do ponto (1) é a oportunidade para enfatizar que não tento aqui defender as mulheres de forma geral ou específica, como se o interesse pelo dinheiro fosse algo a ser negado veementemente. Vamos expandir a simplificação do que seja dinheiro: ele significa a possibilidade de obtenção de bens e serviços, posto que é instrumento de troca aceito socialmente; ou seja, é um desejo humano aceitável e prévio à própria existência das moedas, e, não se negue isso, tão ou mais intenso entre os homens comparados às mulheres. Admitamos: todos nós temos, em maior ou menor grau, nossa porção consumista, fútil, ou como prefira chamar. Euzinha, por exemplo, tenho lá minhas quedas por sapatos e tal…rs
Não sejamos ingênuos aqui, tampouco; entendo que a crítica não trata simplesmente do desejo de conforto e bem-estar material, mas de sua intensidade em relação aos demais aspectos da vida. É inclusive algo com que concordo em grande parte, já que atualmente parecemos ter nosso valor estritamente atrelado àquilo que temos, o que é de uma limitação incrível para mim.
A minha concordância não faz, entretanto, com que eu queira reprimir ou reprovar aqueles que reduzem a vida ao material; e, admitindo que se possa considerar uma reprovação embutida o uso das palavras “limitação” e “reduzem”, adianto que não faço uso delas com essas intenções, tendo isso somente como opinião. Não censuro quem veja as coisas assim, posso até apresentar essa minha opinião caso se peça — de uma forma construtiva, conforme eu puder –, porém apenas não creio que valha a pena passar muito tempo com pessoas assim. Elas lá, eu aqui (essa postura muda em se tratando de política, claro). O que, aliás, pode ser um conselho a quem condena as supostas “interesseiras”: caso lhe incomodem, ignore-as. Há muitas que não são assim, o que me leva ao segundo ponto.
02. A visão das mulheres como interesseiras me parece mais uma distorção provocada pelas lentes que pelo objeto, embora haja lá seus exemplos inegáveis. Mas na realidade, parece ser o homem acostumado à mulher dependente e obediente do passado aquele que enxerga atualmente um golpe do baú sendo planejado por uma garota com tanto potencial profissional quanto seu namorado ou ficante. Eu, pelo pouco que conheço das mulheres (de fora e também — se me permitem a ousadia — como uma delas), não sou capaz de ver isso sequer no passado, quanto mais no presente.
No passado, com todas as ridículas restrições à vida das mulheres, uma das poucas alternativas que lhes restava para ter uma vida mais confortável do ponto de vista material era conseguir um “bom partido”. E isso, eu posso considerar uma solução pragmática para a questão material — muitas vezes, diga-se de passagem, em nome dos filhos –, porém dificilmente a fonte da eventual atração que ela possa sentir pelo seu parceiro. Como mostra de maneira tão bela Chico Buarque em Terezinha (abaixo), quem nos rouba o coração pode vir do nada — o que não impede que se possa unir o útil ao agradável, lógico.
Teresinha (Chico Buarque / Maria Bethânia)
O primeiro me chegou como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração
Mas não me negava nada, e, assustada, eu disse nãoO segundo me chegou como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar
Indagou o meu passado e cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada, e, assustada, eu disse nãoO terceiro me chegou como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada também nada perguntou
Mal sei como ele se chama mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama e me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não
Se instalou feito posseiro, dentro do meu coração
Hoje, uma época na qual as mulheres, embora ridiculamente ainda ganhem menos que os homens, têm diversas possibilidades de independência que não passam perto da necessidade de serem sustentadas por um cara, essa suposta atração pelo dinheiro faz ainda menos sentido. O que possivelmente se faz, e talvez possa até ter uma sustentação estatística, é usar o dinheiro como indicador de outras qualidades que seriam atraentes, tais como a inteligência, a astúcia, o carisma, etc. O que é algo muito válido, mas que também é sujeito a críticas, já que uma mulher que use este critério muito estritamente pode também perder relacionamentos incríveis com pessoas maravilhosas que, pelos mais diversos motivos (área de trabalho, as voltas da vida, etc), não têm situação financeira das melhores. O que seria um problema estritamente dela, para o qual você inclusive poderia abrir os olhos, caso creia mesmo que valha a pena ajudar.
No mais, acredito que a grande maioria das mulheres é muito mais sensata e imprevisível que isso, o que parece porém não é contraditório. Imagino que sejam sensatas por serem muito atentas àquilo que realmente lhes faz sentir bem numa relação, que são justamente os momentos de alegria, a compreensão, aquele sorriso especial, o abraço que faz o choro trazer conforto, as sensações; e imprevisíveis por isso tudo frequentemente chegar em um momento de desatenção. E onde está o dinheiro nisso tudo?
Publicado em O feminino
Minha S/O!
Uma noite em São Paulo, depois de 8 meses fora do Brasil. A Vila Olímpia, em um passado bem próximo casa e trabalho para mim, trazia agora uma sensação estranha, semelhante ao reencontro com um amigo que não se vê há muitos anos: uma proximidade difícil nos primeiros momentos, que nos parece absurda, mas é real. As ruas por que sempre caminhei me pareciam mais perigosas, embora o perigo não tenha se alterado, e os cheiros e sabores dos restaurantes a quilo estavam distintos, embora estivessem tão bons quanto antes. Claro, desacostumei-me.
E assim, depois de breves goles, volto ao hotel em plena noite de quinta-feira, em torno das 9 horas, por não ter o que fazer — na verdade, por não ter companhia também: não estava à vontade para vagar sozinho junto àquelas ruas já não tão familiares. Mas sinto saudades. Pego o telefone e ligo para ela, pois sei que com ela passo horas discutindo o que vale ser discutido, isto é, as idéias sobre o mundo e sobre nós mesmos, em diferentes níveis e sem qualquer rigor científico — exigências respeitadas por completo. Ela atende.
É uma voz alegre, demonstrando felicidade em receber ligação minha, assim. Mal sabe o feliz que estou, por escutá-la e por senti-la feliz. E, como sempre, não foi nada difícil navegarmos por assuntos vários, questionando, aprendendo, explicando; mas por trás de cada frase minha, havia um assunto camuflado e persistente, e a tensão já atrapalhava os rumos usuais de nossas conversas. Eu queria lhe contar sobre um de meus mais profundos segredos, pois sentia que ela merecia saber e pela quase certeza de que ela compreenderia tudo, porém a racionalidade não é das maiores prioridades nestes momentos, daí o nervosismo.
Talvez esta tenha sido uma das decisões mais difíceis que já tomei. Já havia falado para uma outra garota sobre meu cding, mas porque sabia que em breve não nos veríamos (ela regressaria a seu país natal, a Colômbia), e porque ela já desconfiava de algo diferente (ela havia visto algumas roupas minhas, e eu desconversei de maneira pouco — bem pouco — convincente). A Drê, não era assim tão simples; ela mora em minha cidade natal, é uma amiga-amante perfeita, e conhece meus amigos. Falo? Calma aí, pra que isso, controle-se. Vou falar, dane-se. Veja… Dre, é… Inventa outro assunto. E você vai sair no final de semana? Você já perguntou isso, [meu nome de menino]. É, na verdade tenho outro assunto pra falar com você.
Após a revelação, um breve silêncio, o terror e a expectativa em meus ouvidos, e a frase de indiferença fingida à perfeição — o que adorei: É mesmo, e foi tão difícil falar isso? Foi, foi, foi! Olhe, não vou dizer que é algo corriqueiro, mas está tudo bem, eu gosto de você de qualquer forma. E eu ali, deitado na cama em um alívio tão forte que me fazia as expirações parecerem arrancar pesos de mim. E, realmente, depois de feitas as coisas notamos como elas não foram tão demoníacas quanto nossos piores cenários vislumbravam. E continuamos a conversar sobre tudo isso, ela tentando absorver aquelas estranhezas todas (estranhezas em um sentido de diferente, desconhecido) e eu aliviando a alma. Assim posso dizer que nasceu minha S/O, gerada a partir de uma linda mulher.
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Se todos fossem iguais a você…
O mundo teria paz. Seria mais estável, pelo menos. Ou chato. Perfeito?
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CDing no Programa do Jô
Infelizmente não pude assistir ao programa do Jô dessa última quinta-feira, em que foram entrevistadas a dra. Eliane Kogut, estudiosa do crossdressing, e a presidente do BCC (Brazilian Crossdressers Club), Kelly Neta. Pelos relatos, parece ter sido uma entrevista muito respeitosa e positiva para nossa aceitação, o que é uma belíssima notícia.
O link para a entrevista, aqui.
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É melhor ser cd que mulher?
Eu não sou uma pessoa que funciona pelas manhãs. Quando acordo para ir ao trabalho, tento fazê-lo no limite para chegar no horário, e para isso reduzo ao mínimo possível — e talvez menos do que o aceitável para alguns — as “atividades matinais”. Ou seja, o que vai além de: (i) trocar de roupa; (ii) lavar o rosto (em 20s); (iii) escovar os dentes; (iv) pentear o cabelo (se necessário — nem sempre é); e (v) pegar tudo que for necessário, como notebook, carteira e celular, é supérfluo. E ainda assim chego atrasado, vez em quando.
Sendo assim, às vezes me pego perguntando: imagine se eu fosse uma mulher! Meu Deus! Arrumar cabelo, escolher a roupa e acessórios (atividade 173 vezes mais complexa que para os homens), maquiar-se… e é justamente nesse instante que eu agradeço por ser cd: passo por isso quando der na telha. E geralmente à noite…rs.
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Sobre a primeira vez de uma cd
A primeira vez de uma crossdresser como menina é algo especial, guardando algumas semelhanças com a primeira vez de uma menina biológica. Óbvio que nem toda cd tem as mesmas percepções minhas, assim como nem todas as meninas as compartilham entre si; se generalizo, é em boa intenção. É por acreditar que, para aquelas cds que têm algum desejo por homens, a primeira vez com um as marca de alguma maneira.

Fonte: http://dearsugar.com/1617691
É um momento para descobrir, experimentar, o que gera tensão e expectativa, e, assim como para as garotas, estar sozinha com um homem traz as preocupações geralmente bobas sobre a própria aparência, sobre o que ele vai pensar a seu respeito, etc. Mas para uma cd, há algo mais: é a primeira oportunidade de se sentir mulher em um nível mais elevado, mais próximo do real, ainda que seja parcial ou totalmente ilusório (uma vez que se saiba se tratar de uma cd); a bem da verdade, a realidade não é fator preponderante. Trata-se de uma realização íntima, de, em certo sentido, sentir o prazer feminino, independentemente de quão verdadeira seja a imagem feminilizada do até então homem, feito cd, feito mulher.
Creio ser uma sensação de que não compartilhem as mulheres genéticas pelo fato de que elas já se realizam como mulheres no cotidiano, nos pequenos atos e ações sociais. Essa realização, ao menos para a maioria das cds, não existe, ou é restrita. Sendo assim, a primeira vez de uma cd talvez tenha importância comparável à de uma menina cuja educação tenha sido bastante conservadora: uma experiência que vai contra a norma social — num caso, a condição de gênero, noutro, religião ou moral restritivas –, adicionando-se a isso, para as cds, a vontade de ter todo o cotidiano das meninas genéticas ”concentrado” em só momento. Talvez seja muita coisa, mas creio ser algo do tipo que se passa pela cabeça de uma cd com vontade de ter sua primeira relação.
A minha primeira vez teve alguns desses elementos. Até hoje não sei defini-la muito bem; foi bom e estranho ao mesmo tempo. Conheci-o pela internet, conversamos pelo msn, depois pelo telefone. Não me senti muito confortável ao marcar um encontro frente a frente, mas à época estava meio “doidinha”…rs. E lá fui eu: arrumei algumas roupas, basicamente um vestido preto, uma tanguinha e o soutien – na época não tinha muita coisa –, o scarpin que não poderia faltar, meia 7/8 (item indispensável, pois não tinha como depilar a parte de baixo da perna), coloquei tudo em uma pequena bolsa e saí de bicicleta rumo à praça onde havíamos combinado. Não antes de tomar umas 2 doses de vodca.
Chegando à praça, fiquei circulando por ela e pensando na doideira que era aquilo. Foram minutos de muito nervosismo! E, em determinado momento, vi um rapaz sentando-se em um banco da praça. Parecia ser o tal. Antes de ir em sua direção, bateu aquela última dúvida; mas pensei que algum dia aquilo haveria de acontecer, e queria matar a curiosidade.
Perguntei se era ele mesmo, e ele assentiu; foi uma conversa estranhíssima para mim, e creio que para ele também. Afinal, eu gostaria de estar montadinha já, agindo como menina — até o ponto em que isso era possível –, e ele, imagino, devia ter uma imagem minha mais feminina, no mínimo mais afeminada. Ele me perguntou se eu gostaria de ir até a casa dele, eu disse que estava um pouco nervoso/a, e ele disse que eu não deveria fazer nada que não quisesse. Mas estava decidida, e seguimos até sua casa, não muito longe daquela praça.
Chegando em sua casa, conversamos um pouco, ele me mostrou um pouco do que havia lá. Era uma república típica, ou seja, coisas de todo tipo e de diferentes pessoas; se não me engano, havia um amplificador ao lado de uma bicicleta, na garagem, entre outros objetos. Mas tudo estava bem organizado, até — ainda mais relativamente à minha república à época. Pedi licença para me trocar.
No banheiro, olhei-me no espelho e pensei: é agora, Vivi. Tirei as roupas de menino, ficando de tanguinha, coloquei soutien e enchimentos, o vestido, scarpin, amarrei o cabelo e passei um batom. Nem um pouco elaborado, mas era o meu máximo até então. E bastante nervosa, segui até a sala onde ele estava, sentado em uma poltrona. Caminhei até ele, passando a seu lado e ficando de costas. Não houve muita conversa: ele já começou a me acariciar por trás, e eu fechava os olhos tentando me livrar da timidez e aproveitar o momento. Sentei-me então em seu colo, e pela primeira vez senti um pênis que não fosse o meu…rs. E, daí em diante, foi uma sucessão de “primeiras vezes”: o primeiro oral, antes feito, depois recebido (aliás, este foi ótimo…!), e a penetração. Ai, como doeu!! E quando já pensava que não iria rolar, fui me acostumando, e ele foi bacana neste momento… estava de 4 no sofá, e ele veio por trás. Um tempo depois, fiquei deitada em seu quarto (num colchão jogado no chão, bem coisa de república…rs), e fizemos frango assado. Foi muito bom, até que nós dois gozamos. E aí veio um sentimento muito estranho: parece que toda a timidez que não senti a partir do momento que entrei na sala se acumulou e surgiu naquele instante. Eu só queria sair de lá o mais rápido possível, então fui até o banheiro, troquei-me e me despedi muito rapidamente — mal conseguia olhar seu rosto! Enfim… hoje considero que, apesar de toda a esquisitice do final, foi bacana, e uma experiência que valeu a pena. Não foi especial no sentido de haver sido “belo”, ou de qualquer sentimento mais profundo, mas sim no sentido de trazer sensações novas, e essa tal realização como menina descrita no início. Ainda que incompleta, ainda que sem muito sentimento. Mas, a bem da verdade, creio serem as primeiras vezes mais idealizadas que realizadas para a grande maioria; o que não as desmerece de todo, claro.
Publicado em Crossdressing, Sexo
